terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O País do Futebol, do Carnaval e da Ingenuidade Perigosa



Postagem de quinta-feira, 7 de agosto de 2014

 Há algum tempo venho dizendo que o mal brasileiro não é novo, que tem mais de meio século, e alguns articulistas dignos de confiança têm apregoado.
Afirma-se hoje que tudo começou nos anos 1960, porém vou um pouco além para tentar explicar um sentimento arraigado na mentalidade brasileira, a crença no “salvador da pátria”, ou no “pai dos pobres”. Quem incutiu esse sentimento, essa cultura da dependência de um poderoso que “nos defendesse das maldades externas e internas”, foi justamente o caudilho tão pranteado pelos ludibriados dos anos 1930 a 50: Getúlio Vargas, um pró Hitler que teve de engolir suas preferências para ficar nas boas graças americanas. Bem, criada essa imagem do todo poderoso benevolente e provedor dos desafortunados, o clima nacional já se tornou propício a qualquer mau caráter disposto a ludibriar uma multidão inculta e crédula. Assim chegamos ao descarado traidor João Goulart.
 Em 2001, a professora Denise Rollemberg, escreveu um livro: “O apoio de cuba à luta armada no Brasil”, onde tenta, e meio à ambiguidade acadêmica e à tendência esquerdista universitária brasileira, afirmar que esse apoio cubano foi por vontade popular, coisa que o imenso apoio dado às Forças Armadas pela imensa manifestação da Marcha da Família desmentiu por completo. Sobre o episódio, comenta o filósofo Professor Olavo de Carvalho: “João Goulart acobertava a intervenção armada de Cuba no Brasil desde 1961, estimulava a divisão nas Forças Armadas para provocar uma guerra civil, desrespeitava cinicamente a Constituição e elevava os gastos públicos até as nuvens, provocando uma inflação que reduzia o povo à miséria, da qual prometia tirá-lo pelo expediente enganoso de dar aumentos salariais que a própria inflação tornava fictícios. A derrubada do presidente foi um ato legítimo, apoiado pelo Congresso e por toda a opinião pública, expressa na maior manifestação de massas de toda a história nacional, bem maior do que todas as passeatas subsequentes contra a ditadura. É só ler os jornais da época – os mesmos que hoje falsificam sua própria história – e você tirará isso a limpo”.
 Mas foi ainda por acreditar em uma possível tomada do poder que Luís Carlos Prestes tentou, em 1963, e com a ajuda da URSS, armar o golpe final instaurando uma ditadura socialista no Brasil, no que foi impedido pelo contragolpe perpetrado pelas FFAA. Aparentemente, se os brasileiros sabiam o que era uma ditadura comunista em 1964, quando a voz de João XXIII referendava o decreto contra o comunismo, da Igreja Católica, o sentimento arraigado do “pai dos pobres”, foi sendo constantemente incutido nas mentes brasileiras, agora com a roupagem gramsciana.
 Anos depois, em 1998 ou 99, o escritor José Saramago, imbecil rematado, em entrevista ao jornalista Boris Casoy, logo após ter ganhado o Nobel de literatura (aliás, junto com o da Paz, únicos concedidos a cucarachas latinos), ao ser questionado sobre obviedade de regimes socialistas se tornarem ditaduras, disse, de cima de seu milhão de dólares do prêmio, claro, que a ditadura socialista era preferível à ditadura do Capital. De fato deve ser mesmo pior você arriscar-se em um empreendimento que pode deixá-lo milionário, do que passar fome ou ser mais um na estatística de bem mais de cem milhões de mortos, obra de Lênin, Stalin, Mao Dzedong, Fidel Castro e tutti quanti.
Em um passado recente, início do desastre infernal de nome Hugo Chaves, os cubanos exilados nos EUA se cansaram de avisar o povo venezuelano sobre o que viria a acontecer, uma vez que vivenciaram isso em seu país e observaram em outros países que sofreram influência cubana. E as coisas começaram, na Venezuela com um programa muito parecido com o “mais médicos” brasileiro. Pelos avisos incessantes dos cubanos livres da ilha-presídio, o povo venezuelano ouviu que atrás dos médicos viriam os agentes do serviço secreto cubano, ideólogos e toda a armação.
 Os venezuelanos, tal como está acontecendo no Brasil, preferiram não fazer caso ou vir com aquela ironia jurássica: “isso é teoria da conspiração” e os resultados, estamos assistindo no presente, com a polícia de Nicolás Maduro colecionando cadáveres inocentes pelas ruas, mesmo com a mídia brasileira cúmplice, que felizmente não pode ocultar tudo.


 Hoje, passados 53 anos, desde a traição de Goulart e começo da infiltração comunista no Brasil, estamos em uma situação como a da Venezuela de há pouco tempo atrás, bastando para o desastre total uma nova vitória do PT nas urnas, seja por ingenuidade do povo ou por fraude nas urnas eletrônicas. Já estamos vivendo em uma ditadura socialista, e a imensa maioria do povo ou não sabe, ou não acredita, ou acha que o PT é bonzinho porque dá a bolsa família (o “pai dos pobres”, lembram-se?), ou não tem acesso a informação honesta e decente, ou ainda, faz parte da militância fanatizada. E como bem dizia Winston Churchill: “Fanático é aquele que é incapaz de mudar de opinião e não aceita mudar de assunto”.